Hoje o dia amanheceu cinza e chuvoso, um dia feio, com a temperatura mais baixa - e eu que já pensava em guardar as roupas de inverno...
Sentei-me em minha poltrona de leitura que fica no canto sala. Acendi a luminária e voltei a ler. Diferente dos outros dias, não consegui me concentrar na leitura e comecei a olhar com atenção minha sala. Na parede oposta à poltrona, há um quadro que genhei de presente de um grande amigo, um quadro em tons de azul e branco, um penhasco com ondas batendo nas rochas e ruinas. Este quadro apesar de não ser alegre me deixa calma. Na estante, que fica na parede a minha esquerda, um grande número de livros, ficção, não ficção, literatura estrangeira, literatura brasileira, contos, crônicas, histórias em quadrinhos, RPG, de tudo um pouco. Há livros que nunca li, outros que li mais de quatro vezes. Do meu lado direito há uma luminária de pé e uma mesinha de apoio, onde geralmente deixo minha caneca de café. No centro da sala, um tapete cor de areia, para combinar com as paredes camurça, algumas almofadas, uma chaise. Olhando bem, é uma sala confortável, pode não ser uma sala de leitura de revista, mas é minha.
- Preciso pintar as paredes.
Disse em voz alta para mim mesma.
Uma lembrança veio em minha mente, a vez que eu e Adolfo fizemos amor naquela sala. Joguei o livro no chão e sai de lá.
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